Quando vamos a uma exposição de orquídeas ou a um orquidário é fácil se deparar com alguma orquídea que nunca imaginamos existir, sempre há novidade! As Espécies de Orquídeas e as variedades de Espécies estão espalhadas pelo mundo!

Sempre existe alguma planta que nos encantará, ninguém pode dizer que tem todas, isso é impossível. E porque é impossível?

É impossível porque a cada ano, cientistas que trabalham a procura de novas espécies, saem a campo (é o nome que os cientistas dão pra áreas de mata nativa) a fim de achar essas plantas, e assim que as descobrem, a descrevem e então temos registrado novas espécies de orquídeas.

E o que é uma espécie de orquídea ou ainda uma orquídea espécie?

Orquídea espécie são as orquídeas que são encontradas na natureza, são os tipos de orquídeas do mato, como dizem alguns. Mesmo com a natureza sendo destruída com a derrubada das matas, ainda encontramos novas espécies.

E quantas espécies de orquídeas existem?

Hoje em dia já foram descritas mais de 28 mil espécies de orquídeas e estima-se que há cerca de 35 mil espécies naturais de orquídeas no nosso planeta.

Mas não é impossível ter todas as orquídeas só por conta disso. Existem as orquídeas híbridas que são muito mais!

O que são orquídeas híbridas?

Orquídeas híbridas são as orquídeas originadas de cruzamento de espécies diferentes feitas pelo ser humano.

Sim, há híbridos naturais, mas em número são insignificantes perto dos híbridos artificiais.

Muitas orquídeas híbridas são registradas oficialmente em órgãos feitos para isso.

Há uns bons anos atrás, li que haviam registrados mais de cem mil híbridos artificiais de orquídeas, um número que cresce significantemente a cada ano, agora se você pensar que a maioria dos cruzamentos nem são registrados, dá pra imaginar quantas orquídeas diferentes existem?

Será possível ter todas se milhares delas são criadas pelo homem todos os anos?

E qual o motivo de se criar tantos híbridos de orquídeas?

Os motivos são variados, mas o mais comuns são:

1- Curiosidade de ver o que vai dar: muitos orquidófilos realizam o cruzamento só pela curiosidade de ver o que vai sair. A maioria desses cruzamentos sem critério costumam dar resultados insatisfatórios.

2- Melhorar o tamanho: Cattleyas que já são flores naturalmente grande são o alvo dessa tentativa de criar sempre uma orquídea de flor gigante! Hoje em dia temos belíssimos híbridos resultantes desse objetivo.

3- Melhorar a forma: mesmo dentro de uma espécie, a variação de forma, tamanho e cor é tanta, que existe a procura por uma orquídea melhor e gente disposta a pagar por isso.

4- Fama: muitos produtores procuram criar híbridos e com isso ficarem famosos com suas criações que recebem em homenagem o próprio nome ou nome de alguém importante.

5- Comércio de orquídeas: não há dúvidas que esse é o principal motivo para haver novos cruzamentos, pois a novidade vende muito, e o comércio de orquídeas movimenta bilhões todos os anos no mundo todo.

6- Outros: existem cruzamentos para se ter um melhor perfume, ou mesmo para melhorar durabilidade da floração.

Acredito haver ainda outros motivos, mas esses listados são os principais e ilustrando essa questão, em 1993 foi descrita por Campacci e Kautsky a Maxillaria schunkeana, famosa orquídea negra, e é a única orquídea negra espécie que conheço, ou seja, ocorre na natureza.

Ela é brasileira (da Mata Atlântica) e antes de 1993 ninguém a conhecia.

Hoje no mercado existem vários tipos de orquídeas negras, todas muito valorizadas e procuradas, mas com exceção da Maxillaria schunkeana, são híbridos de orquídeas obtidos pelos motivos listados acima.

O resultado disso é que temos Cymbidium negro, Catasetum negro, Oncidium Negro, Paphiopedilum negro entre tantas outras orquídeas negras. Com certeza com o passar dos anos veremos muito tipos de orquídeas negras como novidade.

E com tanta orquídea como saber qual o tipo de orquídea?

Bom, ai podemos responder a duas perguntas, como reconhecer uma orquídea e como reconhecer cada uma.

Em diversos grupos que participo no facebook, whatsapp entre outros, vejo pessoas postando foto de plantas e perguntando se são orquídeas. Inclusive vejo no instagram usuários que postam fotos de lírios, plantas artificiais lindíssimas e prometendo uma apostila com o segredo de cultivo das orquídeas.

Dúvidas para todos os lados e muita gente cultivando plantas que não são orquídeas achando que são.

Então vamos lá, o que são orquídeas, o que as caracterizam?

As orquídeas têm nas suas flores uma estrutura chamada coluna que são os órgãos sexuais da flor fundidos numa estrutura única. Na extremidade meio que escondido nessa coluna, temos uma massa compacta chamada polínea, e isso é importante!

Normalmente as outras flores possuem pólen, e ao toque sujam nossos dedos de um pó amarelado.

Então se há pólen, desses que sujam o dedo de amarelo, é provável que você está com uma planta que não é uma orquídea.

As mais confundidas com orquídeas são as Íris e os Lírios entre outras.

Agora para saber o tipo de orquídea, se é um Dendrobium, ou Cattleya, ou terrestre ou epífita, precisa  se familiarizar com elas. Ao frequentar orquidários, exposições, você verá diversas delas, com seus respectivos nomes, e então verá as características de cada uma.

Quando por exemplo, observar um Catasetum, verá que seu pseudobulbo é bem diferente das outras orquídeas, suas folhas também, e até suas raízes que podem se desenvolver voltadas pra cima também são diferentes.

Então ao observar cada tipo de orquídea, você notará suas características e assim saberá como reconhecer cada tipo de orquídea. Mas claro, poderá no início se confundir com orquídeas semelhantes, pois o Catasetum pode se parecer como um Cyrtopodium ou uma Cycnoches por exemplo.

Não é fácil pra ninguém, todo mundo se engana um pouco por melhor especialista que seja no assunto.

Com o contato frequente com elas, seja em exposições, livros, internet ou visitando o cultivo de amigos é que vamos observando e memorizando as características de cada tipo.

Como saber qual o tipo de orquídeas híbridas ou ainda híbridos naturais?

Existe uma outra maneira de saber se são espécies (tipo orquídea do mato), tipo de orquídeas híbridas ou ainda híbridos naturais.

Quando estamos numa exposição, num orquidário ou mesmo visitando nosso(a) amigo(a) colecionador(a), nos deparamos frequentemente com plaquinhas de identificação no qual estão escritos os nomes das orquídeas.

Sim, como sabemos, são tantas que devemos nos organizar e sempre que puder as identificar. É muito importante.

O nome de uma determinada planta, tem no mínimo dois nomes que identificam de que planta se trata: o primeiro chamado gênero, é grafado com inicial maiúscula e o segundo nome denominado epíteto específico, é grafado em letra minúscula se a orquídea for uma espécie de ocorrência natural.

Esses dois nomes juntos são a espécie da orquídea.

Então a espécie é composta por duas palavras: o gênero, com inicial maiúscula e o epíteto específico que se tiver a inicial minúscula, sabemos que se trata de orquídea espécie.

Assim podemos exemplificar: Cattleya labiata, Cattleya walkeriana, Vanda sanderiana, Dendrobium parish, Phalenopsis gigantea, e detalhe, como se trata de nome científico, aqui no texto vai em itálico, na plaquinha do vaso não tem problema.

Agora se for um híbrido natural é colocado um X entre esses dois nomes.

Híbridos naturais existem, por que alguns insetos polinizadores visitam orquídeas diferentes que ocorrem na mesma área e florescem na mesma época.

Não são raros os híbridos naturais, e como exemplo, podemos citar Cattleya x dolosa, Catasetum x tapiriceps, Dendrobium x usitae.

Agora, se o epíteto específico estiver grafado com letra maiúscula, essa orquídea é um híbrido artificial, ex: Oncidium Aloha, Odontocidium Catatante.

E como é escolhido o nome de uma planta híbrida?

Simples, assim que surge uma boa planta, ela será registrada.

Existem órgãos de registro de orquídeas como o RHS Gardening, lá são coletadas informações das plantas utilizadas a criar esse novo híbrido, nome do hibridador, do registrador e claro o nome da nova planta, entre outras informações. E vai da imaginação do registrador, existem orquídeas que homenageiam pessoas, que tem nomes bonitos, e se reparar, nomes em outras línguas que não é o latim (língua oficial de nomes científicos), porque são criados híbridos em vários países.

Vamos exemplificar:

Lc Tiago Suzuki, Lc. Mem Robert Strait, Blc Sunset Colorset, Blc Chia Lin, Blc Ann Cleo Star and Stripes, Vanda Pachara Delight.

Na denominação de híbridos vale tudo no epíteto específico, já o gênero tem regras.

Quando cruzamos uma Laelia com uma Cattleya, obtemos uma Laeliocattleya e para economizar espaço na etiqueta e não enrolar a língua, abreviamos Lc.

O mesmo acontece quando entra uma Brassia no cruzamento fica uma Brassiolaeliocattleya, abreviado Blc como nos exemplos acima.

Quando começa a complicar são criados nomes específicos de novos gêneros, exemplo:

Beallara: é um gênero híbrido entre Brassia, Cochlioda, Miltonia e Odontoglossum.

Colmanara: é um gênero híbrido entre as Miltonia, Oncidium e Odontoglossum.

Burregeara: é um gênero híbrido entre as Odontoglossum, Cochlioda, Oncidium e Miltonia

Wilsonara: é um gênero híbrido entre as Cochlioda, Odontoglossum e Oncidium.

Observando esses exemplos nos dá a impressão que podemos realizar o cruzamento de qualquer espécie de orquídea.

Infelizmente a maioria das orquídeas não intercruzam. Alguns gêneros apenas, que tem parentesco evolutivo próximo, é que permitem a hibridização.

A prova disso é que até agora não conheço um gênero de orquídea possível de se cruzar com outro de outro continente.

Fora o detalhe da dificuldade em conseguir cruzar a orquídea com outra, ou ainda a grande dificuldade em germinar algumas espécies, em muitos casos o resultado pode não ser satisfatório.

Ou seja, criar novas orquídeas que valem a pena, não é fácil e mesmo sendo criterioso para realizar o cruzamento, ainda existe o fator sorte.

Sorte, porque o resultado desse cruzamento se não nos encantar, não terá grande valor.

E em falar em nos encantar, já pensou nisso?

O que te encanta numa orquídea? Porque elas são tão especiais?

Uma pergunta que costumo fazer para diversos amigos orquidófilos é: O que te fez gostar de orquídea? Qual foi a primeira que te chamou a atenção?

No meu caso a resposta é: foi uma pequena muda de Dendrobium nobile que estava no jardim, cujo vaso estava na terra encostado numa árvore e desse Dendrobium, nasceu um keiki (uma mudinha) na parte de cima da orquídea e enraizou na árvore.

Então fui acompanhando seu desenvolvimento e para a minha surpresa, o desenvolvimento da muda era superior ao que estava no vaso.

E me perguntei: Mas como isso??

Nessa ocasião eu não sabia o que eram epífitas. E pra quem não sabe ou não lembra, epífitas são plantas que vivem sobre outras plantas.

Portanto, o que me encantou nas orquídeas não foi a flor, isso veio depois, mas foi o hábito, o epifitismo!

Achei o máximo uma planta sobreviver com as raízes secas agarradas no tronco de uma árvore, crescer e florescer.

Foi nessa ocasião que “a coisa” pegou e até hoje estou estudando e cultivando essas plantas maravilhosas.

E então, estudando e cultivando orquídeas descobrimos que nem todas são epífitas.

Algumas vivem nas fendas das rochas ou mesmo na superfície de rochas, são as orquídeas rupícolas.

Acho mais extraordinário ainda, uma planta sobreviver agarrada na superfície de uma rocha.

Fizemos até um vídeo para mostrar isso ocorrendo naturalmente em nosso viveiro de produção de orquídeas. Leia mais aqui!

E não para por ai, temos as orquídeas que vivem como a maioria das outras plantas, as que vivem na terra.

E há muitos tipos de orquídeas da terra, que costumamos chamar de terrestres. Mas em uma defesa de tese de mestrado que assisti no jardim botânico há muitos anos, criticaram o autor quando usou esse termo “terrestre”. Disse o professor que terrestre são os seres que habitam a Terra (o planeta) e as plantas que vivem na terra (solo) são terrícolas. Claro, epífitas, rupícolas e terrícolas.

A maioria das orquídeas são epífitas e nós conseguimos cultivá-las em vasos usando substratos diversos (menos terra) que imitam as condições que as raízes das orquídeas epífitas necessitam: arejamento, umidade boa e por ventura podem até ficar seco dependendo da espécie cultivada.

As orquídeas rupícolas muitas vezes podem ser cultivadas do mesmo modo, mas as terrícolas, todos os tipos de orquídeas da terra, podem ser cultivadas usando terra também, mas podem ser usado outros substratos que deem a condição que as raízes daquela espécie necessita.

Geralmente temos que ficar atento ao arejamento e umidade, tanto das orquídeas epífitas, como das rupícolas e das terrestres.

Não dá pra cultivar todas as orquídeas da mesma forma.

Muitas espécies de Oncidium e diversas microrquídeas, não toleram ser plantadas em vasos.

O arejamento é insuficiente, e no vaso elas ficam com as raízes muito tempo úmidas, e no caso dessa plantas isso não é tolerado.

As raízes acabam apodrecendo e a planta morre.

Nesse caso normalmente plantamos em placas de madeira, galhos, troncos e etc.

Eu particularmente adoro plantios em placas de madeira, pois sempre me lembra o primeiro Dendrobium que vi, e pra ser sincero, o que gosto mesmo é da rusticidade das orquídeas, não foi a toa que aquele Dendrobium me encantou, o hábito epífita é o que mais gosto nas orquídeas.

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